Benção, Bossa Nova – 25 anos LEILA PINHEIRO e ROBERTO MENESCAL

Dupla celebra os 25 anos do lançamento de um dos mais bem sucedidos discos do gênero

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Em 1989 foi lançado o vinil - “Benção Bossa Nova” - encomenda feita pela PolyGram do Japão: com uma nova voz, celebravam-se os 30 anos da bossa que balançou o país e o mundo nos anos 60. Roberto Menescal era o diretor artístico da gravadora no Brasil e pensou imediatamente em Leila Pinheiro, jovem cantora paraense cuja participação no Festival dos Festivais, em 1985, rendera grande visibilidade nacional.

Leila havia acabado de assinar contrato com a gravadora e Menescal, com jeitinho, conseguiu que ela adiasse a gravação de seu terceiro disco autoral em prol dessa homenagem. “Afinal, era só para o Japão – e eu disse a ela que em seguida partiríamos para seu projeto”, conta Menescal. Repertório escolhido em comum acordo, o disco foi gravado em uma semana.

O Brasil também acabou lançando o LP, em 1989. “Apostaram comigo que não venderia nem 20 mil cópias”, relembra Menescal. “O diretor comercial perdeu feio: venderam 300 mil cópias, ganhei um carro novinho da Polygram”, ri. Leila também se diverte, rememorando o estouro do disco. “Programaram o lançamento para fevereiro, em pleno carnaval, no Jazzmania - casa noturna que ficava no Arpoador. Achei que ninguém ia aparecer, mas me enganei completamente. Os shows foram lotados, com gente voltando da porta!”, diz a cantora. A turnê que se seguiu ao lançamento se estendeu por dois anos, percorrendo o país inteiro – muitas vezes, voltando duas ou três vezes a uma mesma cidade. “Foram 158 shows pelo Brasil”, crava o compositor.

Agora, comemorando os 25 anos deste lançamento, Leila e Menescal sobem ao palco do Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio, na sexta e no sábado, dias 3 e 4 de outubro, à frente de um trio de craques: João  Carlos Coutinho (piano), Rômulo Gomes (baixo) e Marcio Bahia (bateria). O repertório inclui os diversos medleys que estão no disco, e outras canções marcantes. “É mais ou menos meio a meio”, descreve Menescal. “São sete medleys e mais alguns clássicos que não gravamos no Benção Bossa Nova.

Leila ressalta a ideia de que o "Benção Bossa Nova” alcançou uma nova geração, que ouviu então a bossa pela primeira vez, na voz dela. “Muita gente que não viveu aquele tempo conheceu essas pérolas através do nosso disco. Até hoje as pessoas me dizem isso”. A cantora ainda relembra que, ao contrário do próprio movimento original, “que primava pelo som muito íntimo, um banquinho e um violão" - o disco que agora celebra os 25 anos era “muito solar”, como bem escreveu na época o jornalista Tárik de Souza.

 

Leila Pinheiro & Roberto Menescal

Acompanhados por João Carlos Coutinho no piano, Rômulo Gomes no baixo e Marcio Bahia na bateria, a dupla celebra 25 anos do CD “Benção Bossa Nova”

 

Teatro Rival Petrobras

Dias 3 e 4 de outubro, sexta-feira e sábado, às 19h30

Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia – Tel.: 2240-4469

 

Setor A / Mezanino – 120 Lugares / 74 Lugares
R$ 100 (Inteira)
R$ 50 (Estudante/Idoso/Professor da Rede Municipal)
Setor B - 184 Lugares.
R$ 90 (Inteira)
R$ 70 (Os 100 Primeiros Pagantes)
R$ 45(Estudante/Idoso/Professor da Rede Municipal)
Classificação: 16 anos

Capacidade: 458 lugares